O presidente Maurício Galiotte

Sociedade Esportiva Palmeiras e seus presidentes

A vida política do Palmeiras nunca foi um mar de rodas. Situação e oposição sempre lutaram ferrenhamente pelo poder, e isso muitas vezes acabou refletindo no time dentro de campo com atuações ruins por incertezas na diretoria que acabavam passando para o elenco.

Na última eleição para presidente do Palmeiras, que elegeu Maurício Galiotte para ser o 39º presidente da história do Verdão isso novamente aconteceu, mas surpreendentemente para o lado positivo, com uma calmaria política tão grande que aclamou Galiotte ao cargo de presidente sem nenhum adversário no pleito e o time voando em campo, campanha coroada com o título do Campeonato Brasileiro após mais de 20 anos de jejum.

Antes da eleição de Paulo Nobre para ser presidente do Palmeiras a situação do time era totalmente caótica. Com cotas de TV antecipadas pelos próximos anos, o clube não tinha dinheiro para nada e o pior, não tinha previsão de entrada de recursos para os próximos anos já que este dinheiro já havia sido gasto.

Com Nobre como presidente a primeira medida tomada foi a equalização das contas, com muitas vezes o presidente tirando dinheiro do próprio bolso para emprestar ao clube com juros menores do que os que são praticados pelo mercado.

O princípio do mandato não foi nada fácil, com o time quase voltando para a Série B do Brasileirão em 2014, escapando do rebaixamento apenas na última rodada do campeonato e por uma combinação de resultados, já que pelas próprias forças o time cairia.

Em 2015 as coisas já foram melhores com a final do Campeonato Paulista e o título ganho da Copa do Brasil em uma final épica contra o Santos, mas foi em 2016 que a calmaria realmente chegou com o time se tornando o campeão brasileiro.

Mas era chegada a hora de Paulo Nobre passar o bastão para o próximo presidente, e com o seu bom mandato conseguiu eleger sem nenhuma dificuldade o seu indicado, Maurício Galiotte. A eleição foi disputada com candidato único, já que a oposição não indicou nenhum candidato para o pleito.

Sendo assim, a única forma de Galiotte não ser eleito era receber menos de 50% dos votos válidos, o que não passou sequer perto de acontecer: recebeu 1639 votos dos 1733 sócios que foram votar, em uma eleição que teve apenas 94 votos em branco.

Maurício Precivalle Galiotte nasceu em São Paulo no dia 11 de fevereiro de 1969 e desde os 9 anos de idade é sócio do Palmeiras, sendo que desde o ano de 2001 faz parte da vida política do Palmeiras, quando foi eleito conselheiro ainda na gestão de Mustafá Contursi.

É formado em administração de empresas pela PUC de São Paulo e pós-graduado em marketing pela FAAP, e desde 2013 é vice-presidente e braço direito de Paulo Nobre no Palmeiras.

Galiotte tem um perfil mais conciliador do que o de Nobre, sendo que em seus primeiros atos já tratou de aparar as arestas criadas pelo ex-presidente nos relacionamentos com Crefisa e W/Torre. Terá um mandato de 2 anos, podendo tentar se reeleger para mais um em dezembro de 2018.